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Puerto Natales

Novembro 2017

Quando chegámos a Puerto Natales eram 9h45 e os restaurantes estavam quase todos fechados, também por ser domingo, e acabámos a jantar num sítio de pizzas fatelas sem qualidade nenhuma em que a base da pizza era pão de forma!

De facto o nosso quarto aqui em Puerto Natales é muito bom! É super confortável, colchão bom, almofada de penas, edredon também de penas bem quentinho, aquecimento e janelas enormes que dão para pastos verdejantes onde andam vacas e cavalos a passear com as montanhas carregadas de gelo ao fundo. Acordar aqui é um prazer! E sem despertador ainda melhor. Não que por estes lados se durma até às quinhentas, mas sabe maravilhosamente bem abrir o olhito sem barulhos estridentes, a espreguiçar, deixar os olhos se adaptarem à pouca luz que tem o quarto, permitir ao cérebro lembrar-se lentamente que dia é hoje, onde e com quem estou, sem pressões ou stress.

Como ontem se colocou de lado a visita aos pinguins e à Terra do Fogo por estarmos esgotados e por não querermos mais um dia stressante, hoje de manhã tínhamos todo o tempo do mundo para acordar, tomar o pequeno almoço, arranjar e sair para ir passear pelo centro da cidade. O Diogo mal acordou foi logo para a sauna! O Mário pouco mais demorou a segui-lo e eu e a Sandra ficamos na caminha agarradas ao tlm, a escrever, ver fotos e nas redes sociais, bem metidinhas dentro da cama, no quentinho! A manhã foi quase toda passada neste ambiente de relaxe total, para ao final da manhã fazermos o check out do hotel e irmos tirar fotos às casinhas tipicamente norueguesas daqui da zona. Parece-nos que poderá ser um estilo bastante semelhante ao dos fiordes noruegueses, com casas em madeira, telhados inclinados, casas com cores fortes para compensar a falta de sol e calor…

Precisávamos de gasolina, trocar dinheiro, almoçar, comprar um pinguim de souvenir e ir até Punta Arenas para ficar a conhecê-la também. Fomos almoçar ao Asador Patagonico, onde tivemos uma das melhor refeição desde o Muu aí no Porto! Nos Estados Unidos só comemos hambúrgueres e sanduíches na maior parte das vezes, em Santiago não foi a melhor experiência de todas a nível gastronómico, na Bolívia nem se fala, em Atacama tivemos as Delicias del Carmen onde comemos muito bem (aquela língua estava fabulosa) e agora comemos um bife do lombo de Angus só com sal e grelhado na brasa ao ponto que nós adoramos (cru!). Deliciámo-nos com a carninha crua (aqui pede-se blue) e fomos por gasolina e trocar dinheiro. Como não encontramos o pinguim, despedimo-nos de Puerto Natales e iniciámos a viagem até Punta Arenas. Sempre na galhofa e comigo já tocadita do copo de vinho branco que bebi ao almoço, a viagem passou depressa.

À chegada a Punta Arenas, no cruzamento onde se escolhe virar para lá ou para a Terra do Fogo, parámos e questionamo-nos de novo se daria ou não para passar para o outro lado. Dali até ao ferry eram 1h30 de viagem, mais 30 minutos de barco, mais 1h30 até ao “parque de los pinguinos reys” e já eram 17h30. Como fazendo as contas dava chegar lá depois das 20h00, presumimos que o parque já estaria fechado. Foi então que vimos uma placa a dizer “Ruta del fin del mundo” e achámos uma excelente idéia saltarmos à frente da placa. Quem nos visse diria que somos maluquinhos, como macaquinhos a saltar 3 vezes seguidas de cada vez que a câmara disparava. Rimo-nos até chorar! Tirámos selfies e seguimos caminho para Punta Arenas. Parámos na nossa cabaninha para pousar malas e esvaziar bexigas e fomos para o centro para passear. Eu queria comprar o pinguim mini!

Punta Arenas é mais feia que Puerto Natales, mas ainda tem um centro bastante antigo e engraçado, ao estilo colonial. Numa das praças vimos a estátua do “Hernando Magallanes”. Encontrei uma lojinha de souvenires que tinha um mini pinguim! Saí de lá muito contente com o meu pinguim rei!

Fomos jantar a um restaurante muito engraçado e comemos uma espécie de tajine de borrego cozinhado a 5h. Tinha tudo para ser o melhor prato de sempre, mas não foi. Estávamos à espera que a carne se desfizesse mas não estava no ponto, apesar do sabor estar muito bom.
Fomos para casa e pedimos ao dono das “cabañas” para nos emprestar um baralho de cartas. Já tínhamos 2 garrafas de vinho (branco e tinto) para acompanhar o set de eleven que durou até à 1h da manhã! Fomos dormir já bem quentinhos.

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