Jaipur

Diário de Viagem
Novembro 2016

O caminho até Jaipur foi longo e chato e dormi quase o caminho todo. Chegamos lá mesmo a tempo de irmos jantar! O nosso hotel é tão imperial que nem há palavras para o descrever! Foi o hotel mais caro até agora (53€/noite) mas valeu a pena. Dormimos como marajás!! Fomos jantar a um sítio espetacular, de novo ajudados pelo Zomato (que está a ser a nossa salvação) e lá disseram-nos que o estado tinha proibido de aceitar notas de 500 e de 1.000 (1.000 são 12€). Grande problema para nos, que só temos notas desses valores! Vamos ter de ir de manhã a um banco para trocar…

Quando o despertador tocou hoje de manhã, nem queríamos acreditar… As nossas escolhas de hoteis têm sido excelentes, apesar de terem sido um tiro no escuro. Este hotel, o Umaid Bhawan – Heritage Hotel, é como um oasis no meio do deserto. É um antigo palácio de marajás, todo recuperado, cheio de inscrições e desenhos indianos (um pouco similar aos árabes mas mais coloridos) com corredores cheios de quadros com fotografias das familias dos marajás que ali viveram durante séculos. O quarto é todo mobilado com peças antigas recuperadas, o chão é em mármore com o veio a casar, temos pequenos nichos todos trabalhados e uma espécie de varanda fechada com pequenas janelas que têm vista para a piscina que por sua vez está ao mesmo nível das nossas janelas. O tecto é todo desenhado, com ventoínhas douradas. A casa de banho é digna de um rei! Um duche enorme com um chuveiro queda de água no centro, uma banheira de hidromassagem e uma sanita com tampo soft-close (aqueles que se deixa cair devagar)! Próprio para um marajá fazer cócó! Até o papel higiénico é diferente, mais espesso e macio! Só tenho uma nota a acrescentar… as escolhas destes indianos dos cerâmicos das casas de banho, deixa muito a desejar! Se tivessem escolhido uma mármore branca, teriam sido muito (mas muito) mais felizes! Fomos tomar o pequeno almoço ao rooftop do hotel, que é muito idêntico a um rooftop árabe. Faz-me lembrar um restaurante onde almoçamos em Marraquexe!

Tudo à nossa volta é pobre, o que evidencia ainda mais a realeza do sítio onde estamos. Os balcões são dourados, todos trabalhados com alto relevo! Pegamos em torradas, manteiga, mel, crepes, uns pães tipo nan mas crocantes, umas bolas tipo sonhos recheadas com uma pasta de caril, leite e café. Entretanto chegou o Mr. Boss e deixámos o palácio para conhecer os pontos mais interessantes desta cidade, para depois começarmos a viagem até Pushkar.

Ele levou-nos até à Cidade Rosa, repleta de fortificações e muralhas, onde tudo é cor de rosa. Vimos sítios maravilhosos e tirámos fotos tipo postais! Entretanto, fomos até ao Palácio Ambar, que está situado no topo de uma montanha e onde é possível subir até lá cima de elefante. Nós não tínhamos tempo e por isso só tirámos umas fotos lindas aos majestosos elefantes, cobertos por panos de cores intensas com homens com turbantes coloridos a conduzi-los! Fomos embora com pena de não termos tempo para subir de elefante, mas por outro lado não concordamos com a maneira como eles são tratados nestes ambientes. O que nos amacia o coração é saber que os hindus respeitam imenso os animais pois acreditam que numa vida passada esses animais podem ter sido a mãe, o pai ou um familiar chegado deles.

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