Rangiroa + Papetee

Sharks vs Dogs!

Hoje deixámos Bora Bora, com saudade. Despedimo-nos da Carmen, a cadelinha que nos fez tanta companhia, do mar, do quarto e da família da Miranda, sabendo que não voltamos mais.

O nosso voo de Bora Bora para Rangiroa não podia ter sido mais complicado.

Quando o compramos, fazíamos uma escala em Papeete e depois seguíamos para Rangiroa. Quando dissemos no hotel o número do voo, a Miranda disse-nos que esse voo parava em Raiatea durante 15 minutos e depois é que seguia para Papeete. Quando chegamos ao aeroporto vimos que parava em Raiatea, em Huahine e em Papeete! Mas a complicação não acaba aqui! Quando estávamos a partir de Raiatea para Huahine, anunciaram que íamos a Huahine para ir buscar uns passageiros que estavam lá à espera porque o voo deles para Papeete tinha tido uma complicação.

Quando aterrámos, supostamente não saíamos do avião, como em Raiatea, mas foi anunciado que tínhamos de sair por motivos de segurança. Estranho! Saímos e percebemos que o motivo de segurança era devido a terem de encher o depósito com gasolina. O problema é que isso demoraria apenas uns minutos e já estávamos fora do avião há muito tempo e a hora do nosso voo de Papeete para Rangiroa estava muito perto. Fui perguntar o que se passava e um senhor disse-me que o nosso avião estava com uma avaria e já não ia a lado nenhum e que teríamos de esperar por outro voo e que a ligação para Ragiroa aquela hora só no dia seguinte. Fiquei parada a olhar para ele, sem reação. Disse-lhe que tínhamos outro voo para apanhar e ele disse-me para ir dizer isso à hospedeira para ver o que ela podia fazer por nós. Assim fiz! Quando cheguei lá, ela confirmou a avaria no avião, mas que estava a ser arranjado. Pediu-me para esperar uns minutos para confirmar o nosso voo para Rangiroa. Quando voltou disse que o avião para Rangiroa era o nosso e que não havia problema, só que estava atrasado (era óbvio, não?) e em vez de ser às 13h, agora saía às 15h30.

Lá fomos nós para Papeete passados uns minutos (acabou por ser rápido… a avaria era no deposito de gasolina) no mesmo voo que veio de Bora Bora.

Quando chegamos a Papeete, fizemos o check in e quase nem tivemos tempo de sentar, até começarmos a embarcar. Eram 14h40! Não 15h30! Se tivéssemos optado por ir comer alguma coisa antes de fazer o check-in (e a fome já apertava) não apanhávamos o voo para Papeete! Falta de organização e comunicação!

Entretanto, tudo correu bem e chegamos a Rangiroa. A nossa pensão tem net gratuita! Boas notícias! Não é nada de especial, mas as pessoas são extremamente simpáticas, apesar de a maior parte dos hóspedes só falarem francês… Uma mulher que está cá perguntou-nos de onde éramos e quando dissemos que éramos de Portugal, ela começou a falar de uma estrada que existe em Portugal que é mágica. Que está a descer e o carro anda para trás! Sounds Familiar?! Estava a falar da estrada do Bom Jesus!!! Imaginem! Aqui, do outro lado do mundo, conhecem a estrada mágica de Braga! Fantástico!

Temos uma mesa no exterior, mesmo à beira da água (o nosso quarto está a 4 metros da água!!) e quando olho para a água, vejo um tubarão Black Tip a passear aqui à frente. Eles disseram que ao final da tarde eles costumam andar por aqui. Olhei para o lado e vi um casal a deitar pão para a água para os alimentar. Fomos a correr para ver o que se estava a passar. Estavam alguns tubarões Black Tip pequenos e um Nurse a nadar para apanhar os pedacinhos de pão que eles deitavam. O Nurse tinha à volta de 2 metros de comprido e vinha mesmo até ao rebentar das ondas (amanhã tiramos fotos para vocês perceberem como eles estavam perto, agora está escuro). O casal brincou e disse que já era costume e que eram tubarões amigos, que não mordiam e que já estavam habituados a vir ali aquela hora para comer pão. Tipo cães! Ahahahaha!!! Nós sorrimos, meios descrentes e assustados. Ele não tem meias medidas! Para nos mostrar que era verdade, entra dentro de água, agarra na cauda do tubarão e puxa-o para fora de água! O Diogo foi logo lá tocar, mas o tubarão não gostou e afastou-se, rabiando e deitando água por todos os lados, molhando-nos todos! O Di quase caiu com o susto e o casal riu-se de nós. 

Cá entre nós, eles devem ser loucos! Ter tubarões de “estimação” e dar-lhes de comer… Onde já se viu! Disseram que nunca houve um único acidente com tubarões e que até costumam ir nadar com eles e parece que eles andam entre as pernas deles, etc. N O T !!! Não queremos ser os primeiros na história de acidentes com tubarões. Nesta água não me deitarei!

Fomos andar de bicicleta que é mais seguro! Quando voltamos, um casal francês disse que tinham sido mordidos por um cão enquanto andavam de bicicleta… Ele levou 20 pontos! Bem, parece que tinham razão. Não há acidentes com tubarões mas há acidentes com cães! Ou seja, é seguro nadar com tubarões, fazer-lhes festas e alimentá-los, mas não é seguro andar de bicicleta por causa dos cães. W H A T???!!!

Estamos neste momento a escrever no computador com a água a 2 metros de distância ao lado de dois gays, todos bichas chiques, que estão a jantar e a arrotar como se estivessem em casa deles, sozinhos! Sim, sozinhos, porque ninguém arrota assim ao lado de ninguém, de certeza!

Primeiro dia completo em Rangiroa

O primeiro dia em Rangiroa foi muito bem passado! Tomámos o pequeno almoço na pensão, com direito a leite, café, sumo, pão, donuts com chocolate, compota e manteiga, e de seguida fomos mergulhar. O primeiro mergulho foi feito só nós os dois com o guia e foi o melhor mergulho que já fizemos aqui na PF.! Muita variedade de peixes, coral bonito, colorido e com boa visibilidade. Eu estava muito entusiasmada porque íamos para o sítio onde se consegue nadar com os golfinhos. Andei o tempo todo à procura deles, mas não os vimos. Conseguimos ouvi-los ao longe e só isso foi extraordinário! Vimos uma moreia, muitas garoupas, muitas barracudas, um tubarão pequenino black tip e um napoleão gigante, para além de todos os outros peixes (mais comuns e mais pequenos) e toda a variedade de coral. Encontramos uma tartaruga extremamente simpática e o guia deixou-me dar-lhe de comer!! Foi extraordinário!!! Eu peguei num pedaço grande de coral e ela veio comer mesmo na minha mão! Vejam as fotos!! Foi brutal! Uma das melhores experiências da minha vida! Ela chegou a tocar-me várias vezes com as patas na cabeça e na máscara. Temos um vídeo lindo!! Mas é demasiado grande para colocar aqui.

Neste mergulho, superei todas as minhas expectativas em relação a mim mesma. Eu já costumo fazer bons tempos relativamente ao consumo de oxigénio debaixo de água e costumo sair sempre com mais ar do que qualquer outro mergulhador. Costumo sair com mais 20 a 30 unidades de ar. Desta vez, o Diogo saiu com 40 unidades e eu saí com 110!!! Muito acima do que eu estava à espera e fiquei imensamente orgulhosa de mim! O máximo com que entramos é com 200 bares, ou seja, eu nem metade da garrafa consumi e ficamos 1h debaixo de água. O guia disse que eu tenho guelras em vez de pulmões! 🙂 Que orgulho! De facto, noto alguma diferença na minha respiração desde a última vez que mergulhei nas Palau, agora está mais calma e mais controlada e respiro muito pouco, não enchendo os pulmões de ar, sempre que inspiro. Quase não me mexo e deixo-me levar pela corrente que me arrasta ao longo do coral. O Di acaba por gastar mais ar porque anda sempre atento para tirar as melhores fotografias para vos mostrar! Tem uma boa desculpa! 🙂 

Quando paramos entre os mergulhos, fomos até terra e reencontramos o casal de brasileiros (de Florianópolis), a Liliam e o Augusto! Nós já sabíamos que eles vinham e já tínhamos combinado ir mergulhar com eles. Foi muito bom voltar a mergulhar com eles! Eles são uns queridos! A Liliam diz que eu sou a filha portuguesa dela! 🙂 <3 

No segundo mergulho, ficamos um pouco desiludidos porque já não foi tão bom. Não vimos nenhum tubarão, vimos alguns peixes e o coral era mais feio do que no outro mergulho. Vimos um nudibranch (uma pequena lesma do mar, do tamanho de uma unha do dedo mais pequenino que tiverem) e alguns napoleões.

Regressamos a terra e fomos almoçar todos juntos, como uma boa família! Vimos as fotos e os vídeos uns dos outros e a equipa da Top Dive, conseguiu convencer-nos a fazer o upgrade de oxigénio para Nitrox. Dizem que é mais fácil e mais seguro mergulhar com Nitrox e agora temos um livro para estudar e um teste para fazer. Nada como vir de férias e ter de estudar para um exame! 

Enquanto o Di estudava eu estive a falar com a Ana Luísa no facebook! 🙂

Quando eram umas 4h30 da tarde aqui, chegou a hora de alimentar os tubarões! Então, lá veio a família de pescadores aqui da zona (os nossos vizinhos) com umas cabeças de atum e tripas de peixe, ataram uma corda na cabeça do peixe e atiram a cabeça do peixe para a água. Não demorou até cerca de 50 tubarões, pequenos e grandes, darem à costa para virem comer. Vejam as fotos para que entendam como eles estavam perto dos nossos pés! De repente, o miúdo de 10 ou 12 anos, decide entrar para dentro de água, agarra na cauda de um dos tubarões maiores, puxa-o para fora de água e o pai corre para ir ajudar, e com um estico atira o tubarão no ar para a areia. O tubarão fica estático! fomos todos a correr para podermos tocar! A oportunidade única de tocar num tubarão. A pele é dura e áspera, quase como um réptil e ele nem se mexe. Não parece incomodado sequer connosco, mas depois de olhar bem para ele, via-se que o coitadinho estava assustado e a pensar que ia morrer. Eu comecei a ficar com o coração apertado e pedi para o devolverem ao mar. Eles assim o fizeram e o tubarão, coitado, que apanhou o susto da vida dele, afastou-se muito devagar. Parecia que a tinha levado uma descarga de adrenalina tão grande com o susto que nem forças tinha para nadar. Fez-me pena!

Depois fomos ter com a Liliam e o Augusto (alugamos uma scooter) e fomos jantar ao Obelix! Um restaurante muito pequeno e com mau aspeto, mas onde comemos o melhor atum de sempre! O dono (igual ao Obelix!), ofereceu a pass da net e cozinhou para nós atum com caril e atum com basílico, apanhado do quintal dele! Estava delicioso! Comi tudo! Não sobrou para amostra!

Tiramos umas fotos ao “Obelix” e viemos embora. Eles vão amanhã para Papeete para regressarem 2 dias depois a casa. Uma pena, porque estávamos a adorar a companhia deles! São muito simpáticos e partilhámos muitas histórias e dicas de viagens! Tirámos muitas fotos com eles debaixo de água!

Agora estou de novo à beira da água, sentada na mesinha debaixo da palmeira, noite cerrada, a ouvir as ondas a rebentarem a 1metro de distância! Já choveu torrencialmente e agora acalmou.

Golfinhos!!!

Hoje foi um dia muito especial para nós! Nadamos com golfinhos!!! Mas vou começar por vos contar desde o início!

Acordamos e fomos de novo mergulhar. No primeiro mergulho não vimos nada de jeito! Vimos apenas uma moreia a passear (até era grandita) e dois grandes napoleões que passaram muito perto de nós (cerca de 5 metros de distância).

Tínhamos marcado para hoje 3 mergulhos (às 8h, às 10h e às 14h), mas o Diogo ficou com uma ligeira dor de cabeça e cancelamos o mergulho das 10h. Viemos para o hotel e fomos comer ao Phillipo Pizzeria, para comer uma pizza que estava muito boa! Foi a refeição mais barata que tivemos até hoje aqui, 1850 francos que são 18$, uns 15€ os dois. Depois fomos para a Top Dive para fazermos o mergulho das 14h. Estamos a mergulhar quase sempre no mesmo sítio, o sítio onde se consegue ver os golfinhos. Mas é sempre diferente! Dependendo da corrente, podemos ver coisas muito diferentes. Foi o caso deste ultimo mergulho. Antes de mergulharmos, ainda estávamos no barco a preparar tudo para entrar na água, vimos um golfinho a saltar entre as enormes ondas que me deixam sempre enjoada. Já ando a enjomim para evitar vomitar antes de entrar na água. Tem de ser, senão não consigo mergulhar, por não conseguir despressurizar os ouvidos se estiver mal disposta.

Quando entramos na água, os golfinhos desapareceram num ápice, mas ainda conseguimos ver dois muito ao longe! Eles ainda foram atrás para o “deep blue”, mas eu não consegui… é demasiado escuro e não se vê nada e como tenho vertigens não consigo respirar. Deixei-me estar quieta ao lado da parede do coral e esperei que eles voltassem. Nunca os perdendo de vista, claro! Entretanto apareceu um Napoleão enorme que nadou connosco durante uns minutos e depois apareceram 2 mantas gigantes que nadaram perto de nós como anjos dentro de água. São animais muito pacíficos que parecem fadas de tão mágicos que são. Ainda vimos dois tubarões cinzentos também.  Continuamos caminho e já quase no final do mergulho, o Julien, o nosso guia de mergulho (um francês que está cá há 2 meses a trabalhar como instrutor de mergulho) estava a procurar peixes e mantas e apareceram dois golfinhos que vieram mesmo até nós! Um deles esteve a menos de 1 metro de mim e eu fiquei extasiada de felicidade! Eles são enormes! Quase o dobro da minha altura, mas são lindos! Conseguimos filma-los e temos 1 má fotografia do Julien  e de um deles. Foi um encontro muito breve, mas valeu bem a pena!! Eu ainda estou a processar a informação e parece que foi um sonho! São mágicos e inesquecíveis! Estou muito, muito feliz! Vejam as fotos e os vídeos! Depois viemos embora todos contentes e o Julien ofereceu a casa dele para nós ficarmos. Acho que vamos aceitar. Ele é muito fixe e mora com a namorada dele. Vai ser uma experiência nova e vai ser uma novidade, porque aqui não há muito para fazer sem ser mergulho.

Curiosidades de Rangiroa!

  • Na polinésia francesa, se o filho mais novo de um casal for um rapaz, ele é criado como uma rapariga e é ele que tem de ficar com os pais até eles morrerem. Vestem-se como raparigas e são tratados como mulheres. Vemos imensos casos desses aqui, pois são bem aceites e é uma tradição. Vestem biquínis e usam soutien, têm cabelos compridos e usam-nos com tranças.
  • Em Rangiroa, o maior atol deste arquipélago, tem 2.500 pessoas.
  • Cães vadios é o que mais vemos por estes lados. Alguém trouxe um Sharpei para Rangiroa e houveram bastantes cruzamentos, fazendo com que os cães sejam agressivos.
  • Só existe um taxi nesta ilha e cobra 20$ por cada viagem. Um absurdo!
  • Existem dois polícias em Rangiroa!
  • Rangiroa, na sua largura máxima, tem 500 metros! Normalmente consegue-se ver o mar de um lado e do outro, tendo apenas 100 ou 200 metros. O comprimento da ilha não chega aos 15km.
  • A única estrada de Rangiroa é terrível! Está a ser remodelada à velocidade de tartaruga! Aliás, ainda não vimos ninguém a trabalhar nela desde que chegamos.
  • As praias em Rangiroa são todas em coral, é raro haver uma praia com areia.
  • A net é lenta em todo o lado. Demoramos cerca de 40 a 50 minutos para fazer o upload de uma foto e cerca de 12horas para cada vídeo.
  • O sol nasce às 6h da manhã e põe-se às 18h.
  • Os supermercados de Rangiroa são medonhos! Não há nada de jeito e são sujos e é tudo muito caro. Quase não compensa ir buscar comida e cozinhar em casa.
  • Existem dois bons hotéis em Rangiroa, o Maitai e o Kia Ora, mas os preços são demasiado caros. O Kia Ora (500€/noite, o mais barato, com pequeno-almoço) é caríssimo e o Maitai é mais acessível (180€/noite, o quarto mais barato, sem pequeno almoço que custa 27$/pp), mas mesmo assim, continua a sair do orçamento. Depois existe uma pensão Teauhine Dream (acho que é assim que se escreve) que dizem ser a melhor pensão da ilha, confortável e limpa, onde todos os quartos são diferentes.
  • O aeroporto é uma casa, que de vez em quando abre para receber aviões. Só tem uma sala e as malas são distribuídas manualmente e entregues pessoalmente.
  • Existem uma clínica veterinária em Rangiroa e vende Royal Canin!

Diving at 81!!

Já alguma vez imaginaram ser possível alguém fazer mergulho com 81 anos de idade? Pois bem, é possível!! Hoje mergulhamos com uma senhora japonesa com 81 anos de idade. Ela veio até ao barco de cadeira de rodas, foi ajudada a sair da cadeira, a entrar no barco, a ser equipada e lá foi ela toda de cor de rosa (desde as barbatanas, mascara, fato, computador, tudo!). Os japoneses trazem o equipamento completo e só alugam a botija e os pesos e aparecem sempre muito bem equipados, com faca, máquinas profissionais, luvas, meias, etc. O equipamento da senhora era todo dela, apenas a garrafa e os pesos eram alugados, mas ela tinha um cinto também cor de rosa, onde punham os pesos! Ela estava muito fashion na terceira idade! Estávamos todos de preto, exceto ela, que reluzia no barco. O mar estava com ondas de 4 metros, sempre seguidas que faziam o barco voar no topo das ondas e é extremamente difícil entrar e sair do barco para mergulhar. Mas lá estava ela, riginha e pronta para ser radical. Precisou sempre de ajuda para fazer tudo, mas não se fez de rogada e mostrou que é possível. O sonho dela era ver golfinhos, mas não conseguiu. Viu uma manta e 2 tartarugas e ficou muito feliz. Para nosso espanto, falava algum inglês e sorria imenso. Estava feliz! O nosso mergulho foi um dos melhores, depois do que vimos os golfinhos. Mergulhamos no azul escuro, que parece que estamos numa viagem ao espaço onde parece não existir chão e já não víamos o recife. Apenas azul e o plâncton suspenso à espera de ser comido pelas mantas. A água estava cheia de pequenos camarões (cril) e quando tentávamos tocar, eles davam saltos. Estamos a falar de camarõezinhos do tamanho de 1 a 2 mm.

Foi a primeira vez que eu mergulhei no Deep Blue e senti-me bem, com coragem e com vontade de repetir! 🙂

Vimos duas mantas, uma delas rodopiava sobre si mesma para apanhar mais plâncton como se estivesse a brincar. Vimos alguns tubarões, mas o ponto alto foi o cardume de barracudas gigantes que nos rodearam e passavam a menos de um metro, curiosas com as bolhas que íamos fazendo.

Temos bons filmes sobre isso, vamos tentar mostrar, mas não vai ser fácil.

No final do mergulho, foram precisos dois homens para ajudar a senhora a subir para o barco, mas ela não pareceu estar minimamente incomodada, eu diria até que estava em melhor estado do que eu!

Antes de entrar para o barco, ela estava a boiar com a cabeça para baixo e eu assustada pensei que lhe tinha dado o siricutico e que ela estava morta… Mas não, lá começou a mexer as pernas e eu vi que afinal ela só não tinha força para levantar a cabeça. LOL!

Quando chegamos ao cais, a senhora foi ajudada a sair do barco e colocada novamente na cadeira de rodas para ir para o hotel. Despedimo-nos com um “Sayonara”! Foi o momento alto do dia e dificilmente voltaremos a ver alguém com esta idade a mergulhar.

Esqueci-me de dizer que temos mergulhado sem fato, porque a água está realmente quente (29 graus), mas somos os únicos a faze-lo, exceto o Julien que mergulha só com uma t-shirt.

Quando chegamos ao barco estava a chover e chovia com tanta força que as gotas ao bater no corpo, magoavam. Com a ajuda do balançar do barco com as ondas, foi um momento único e radical.

Hoje vamos jantar com o Julien e a namorada dele, a Anita, para ver se fazemos alguma coisa de diferente, que depois do último mergulho do dia, não há nada para fazer, exceto conversar com os nossos vizinhos de quarto. Dica: Quem vier até Rangiroa e preferir marcar com antecedência, procure ficar no Tuahine Dream, uma pensão que segundo as pessoas de cá, é a que tem as melhores condições e relação qualidade/preço. No entanto, mais vale marcar o hotel cá (porque é possível discutir preços e pode ficar por metade do preço) e vir sem nada marcado, apenas com avião. O mais difícil são as deslocações, visto só haver um taxi caríssimo na ilha e bicicletas para alugar longe do aeroporto (para quem gosta de bicicletas, claro, o que não é o meu caso!). Andar de bicicleta ou a pé, é perigoso e recomendam andar com pedras no bolso para atirar aos cães mais agressivos que tubarões! Agora para ir jantar (ao Obélix, que fica a 5 km da nossa pensão), vamos alugar novamente uma scooter na pensão que custa 10$/h. Uma pechincha para Rangiroa!

Last dive in paradise

Pois é, meus amores… Hoje foi o ultimo dia de mergulho. Planeamos fazer dois mergulhos (apesar de se poder fazer 3 por dia, as 8h, as 11h e as 14h), o das 11h e o das 14h. Hoje a corrente tinha mudado e estávamos com esperanças que a sorte mudasse junto com ela. O primeiro mergulho foi feito com dois senhores holandeses, um deles também já bastante mais velho (uns 70 ou 75 anos) que acabou por ficar sem ar e teve de recorrer ao ar do nosso guia, o Manu, um rapaz local muito simpático que jantou connosco e com o Julien e o Tatsuya ontem. Os guias de mergulho são muito simpáticos. Já conhecemos o Julien (francês), o Tatsuya (japonês) e o Manu (tahitiano). Ontem o jantar no Obelix não foi diferente do habitual e estava tudo muito muito bom. O prato foi limpinho para a cozinha!

O Diogo também tem gasto o ar todo, ao nadar para trás e para a frente à procura da melhor foto para vos mostrar. Nos últimos três mergulhos tive de lhe dar do meu ar (eu tenho de sobra). Aqui há uns peixes muito curiosos e castiços, que gostam de morder as bolhas que nós fazemos. Nós andamos tão preocupados em procurar as mantas, os tubarões, os golfinhos, etc. que não reparamos que eles chegam-se mesmo perto da nossa cabeça para morder as bolhas que saem do nosso bocal. Hoje tive tempo para apreciar isso e até mostrei ao senhor de 70 anos que gostou de ver que tinha cerca de 6 peixes a rodopiar em cima da cabeça dele à procura das bolhas dele. Fez-me lembrar um dos peixes do aquário do Finding Nemo obcecado com as “bubbles”. J

Neste primeiro mergulho não aconteceu grande coisa (apenas duas moreias e o que nos pareceu ser um crocodile fish) e saímos bastante desiludidos e preocupados porque já só nos faltava um mergulho para finalizar esta jornada debaixo de água na Polinésia. Voltamos para terra, almoçamos e acabamos o exame do curso de Nitrox (já somos certificados em Nitrox!!) e fomos pensar numa estratégia para conseguirmos descobrir os golfinhos. Sabíamos que íamos mergulhar com o Manu e eramos só nós os dois e ele, ou seja, podíamos escolher o que queríamos fazer. Nós é que decidíamos, ele apenas nos guiava. Fantástico!!
Então, optamos por passar o mergulho todo no Deep Blue, por ser o local mais provável de ver golfinhos. Assim fomos, connosco um bocadinho preocupados por podermos passar o tempo todo a olhar para uma tela azul sem ver nada. Mas a alternativa era ir em direção ao coral e isso já tínhamos feito nos outros mergulhos todos. Esta era a nossa melhor opção! Podíamos estar a correr vários riscos de não vermos absolutamente nada e desperdiçar o ultimo mergulho que tínhamos, mas decidimos ir em frente e “fingers crossed” para ver o que queríamos…

Entramos na agua no sítio onde as ondas são tão grandes que parecem muros a vir na nossa direção e lá começamos a descer para o Deep Blue. Não se via nada. Apenas o imenso azul escuro. Parecia o espaço. Andamos a flutuar durante algum tempo até os nossos olhos se habituarem ao escuro e começarmos a ver um peixe aqui e um peixe ali. Passados uns bons minutos ainda não víamos nada e eu comecei a achar que não íamos ter sorte. Foi aí que me lembrei de pegar no colar do meu pai. Comecei a falar com ele e, esfregando o colar entre as mãos, comecei a pedir-lhe que nos mandasse peixes porreiros para vermos e golfinhos. Passado nem um minuto, apareceu uma manta G I G A N T E que sobrevoou as nossas cabeças, contra a luz do sol que raiava dentro de água. Só consigo comparar a cena com a visão de uma nave espacial de tão extravagante que foi. Mas ainda não chegava… Voltei a esfregar o colar e apareceram duas mantas enormes que rodopiavam em círculos para tentar apanhar o máximo de plâncton que conseguissem. Pareciam fadas ou anjos a pairar no vazio, abananado as asas muito lentamente, quase como em camara lenta. Abriam a grande boca para apanhar o plâncton enquanto rodopiavam sobre si mesmas. Plâncton são uma especie de camarões minúsculos que enchem a agua e a tornam muito turva.

De repente, aparece uma escola de barracudas (escola é o nome dado a um grupo de peixes) que nos começa a rodear, muito curiosas e aproximaram-se para ver o que nós eramos. O Diogo olhou para o fundo do mar, bem lá em baixo, por volta dos 50 metros de profundidade, e começou a ver dezenas de tubarões, inclusive um tubarão tigre. Tínhamos tanto para ver, fotografar e filmar que não sabíamos para onde olhar…  Eram as mantas, as barracudas, os tubarões… Meu deus… tanta atividade e nós em suspenso no vazio. MÁGICO!

A corrente estava a puxar bastante para a parte mais funda ainda e o Manu fez sinal para regressarmos para o coral. Batalhamos bem, dando com as barabatanas com toda a nossa força durante o que pareceu uma eternidade. Quando olhava para trás, parecia que as barracudas nos estavam a perseguir, mas rapidamente apercebi-me que nós é que não estávamos a conseguir sair do sítio, o que não é grave porque podíamos subir em qualquer sítio, pois o barco ia-nos buscar onde nós estivéssemos, mas o Manu ainda queria ir até ao coral porque não tínhamos visto golfinhos…

O Diogo ficou sem ar, eu dei-lhe o meu bocal de segurança (procedimentos bem estudados e treinados aquando do curso) e fizemos a “Safety Stop” (paragem de segurança), 3 minutos a 5 metros de profundidade. Como a corrente estava a puxar, também nos puxava para cima. Batalhamos para não subirmos demasiado rápido (isso sim, pode ser muito perigoso) e quando o Manu nos fez o sinal que ia terminar e que tínhamos de subir, eu agarrei-me ao colar e disse “Pai, este é o ultimo… por favor…” Tinha o Diogo mesmo por cima de mim e estava a olhar para o medidor de ar dele para comparar com o meu, quando por baixo do Diogo vi um, apenas um golfinho a vir na nossa direção. Apertei o braço do Diogo e gritei. Eu gritei de felicidade!! O golfinho veio até perto de nós, olhou para nós, rodopiou, apanhou uma onda e foi embora. Foi mesmo a pedido e foi muito especial! OBRIGADA PAI! (Há quem possa achar que foi coincidência, mas eu e tu sabemos como foi a nossa conversa debaixo de água!) Eu não podia ter pedido mais. Tínhamos fechado em grande. Subimos os dois metros que faltavam subir e quando tirei a cabeça fora de água, eu era toda um sorriso só! Foi o mergulho perfeito para encerrar a nossa viagem. Subimos para o barco e começamos logo a contar a toda a gente como tinha sido e quem nos visse, dizia que parecíamos crianças extasiadas a sorrir e a contar tudo de forma maravilhada.

Só houve um contra… O Diogo ao entrar para o barco, bateu-me com a barbatana na cabeça e agora tenho um galo enorme! Vou ter de dormir de lado… 

Voltamos para terra e ainda está a cair a ficha de tudo que vimos.

Ficam as fotos, apesar de não fazerem a mínima justiça ao esplendor que testemunhamos hoje. A maioria das coisas estão gravadas em vídeo, mas temos de vos mostrar depois, porque aqui é impossível (demora cerca de 15h cada vídeo de menos de 100MB).

One last chance

Hoje tínhamos planeado fazer um tour até um Motu, mas devido ao mau tempo foi tudo cancelado. Então, decidimos alugar a scooter o dia todo e fomos passear pela ilha. A questão é que a ilha é mesmo muito pequena e em 20 minutos vamos de uma ponta à outra. A ilha é muito bonita e muito estreita. Fizemos alguns vídeos e tirámos algumas fotos para vos mostrar as dimensões e condições de Rangiroa. Ontem e hoje estiveram a trabalhar na estrada e já fizeram um bom avanço de 10 metros! 🙂 Está muito calor para trabalhar!

Fomos até à Top Dive e marcámos um último mergulho, às 14h, não à espera de ver grande coisa, mas para nos entretermos um pouco debaixo de água e nos despedirmos deste “underwater love” (a música que usámos no nosso casamento ao entrarmos para a sala… muito nós, não?!). Fomos até à ponta mais a sul e fomos conhecer a pensão que toda a gente diz bem aqui: Relais de Josephine. Comemos lá uns “paninis” (pão com queijo emental, fiambre e tomate) e começámos a subir até à ponta mais a norte, onde a estrada dá a volta à ilha, fazendo com que haja espaço para duas estradas paralelas que se voltam a juntar mais à frente. Vimos um campo de futebol e tudo!
Regressámos à Top Dive e preparamo-nos para fazer o último mergulho, super relaxados e já com uma certa melancolia/saudade disto. Este mergulho foi feito com um casal de japoneses, mais ou menos da nossa idade, talvez mais novos um pouco. O mar estava calminho à chegada e antes de entrarmos na água vimos logo dois golfinhos à superfície que nos vieram dizer olá. Parámos mais à frente e entrámos na água. De repente, só ouço o Diogo a gritar “FI!!! GOLFINHOS!!!!” Bem, num ápice, meto a cabeça debaixo de água, tiro o ar do colete e dos pulmões e deixo-me afundar até ao Deep Blue para os ver. Estavam mesmo à superfície, debaixo do barco!! Eram 3! O Tatsuya começou a abanar uma espécie de sininho que eles têm para nos chamar a atenção debaixo da água e começámos os 5 imediatamente a bater as barbatanas na direção deles! Bem, tudo a “correr” para os golfinhos… parecia uma maratona a chegar à meta!! 🙂

O Tatsuya, como é óbvio, é quem está em melhor condição física, e em poucas “barbatanadas” aproximou-se deles, mas eles começaram a fugir e desapareceram lentamente. Notava-se que estávamos todos cansados. O Tatsu fez o sinal para respirarmos todos e ficarmos no mesmo sítio, com as palmas das mãos viradas para baixo, subindo e descendo com as mãos. Fez o sinal para irmos olhando em todos os sentidos, com muita calma e ficarmos juntos. Não faltou muito até aparecer uma mãe golfinho com um pequenote que ia brincando com ela, dando cabeçadas na barbatana lateral da mãe. Ela subia e cortava a onda para ele depois apanhar o oxigénio que a onda solta quando rebenta, para o pequenote brincar. Aproximamo-nos e conseguimos ficar relativamente perto, sem os afastar e ainda conseguimos vê-los durante uns minutos, antes deles se afastarem. Foi lindo! A japonesa estava super feliz. Mais tarde, viemos a saber que o sonho de qualquer japonês é nadar com golfinhos, por isso a miúda devia estar mesmo contente.

Continuamos com o mergulho e eu já estava tão satisfeita com os golfinhos que comecei a apreciar o mergulho de outra forma. Aproveitei o Deep Blue para “voar”, flutuar, rodopiar, dar cambalhotas, imitar uma alforreca, brincar com os peixes que vêm morder as bolhas que nós respiramos… toda uma série de “palhaçadas”. Era o nosso último mergulho, por isso “everything was allowed”! O Diogo filmou-me a imitar as alforrecas e a rodopiar. Temos alguns videos muito engraçados. Numa das vezes que estava a imitar uma alforreca (e ficou gravado), vejo atrás do Diogo um golfinho a passar! Parei imediatamente com a brincadeira e apontei para o golfinho. O Diogo ainda foi atrás dele, mas não conseguiu filmar. Ele estava demasiado longe, foi demasiado rápido e fugiu. Algum tempo depois, chegamos ao sítio do cardume (school) das barracudas e desta vez, foi a primeira vez que elas chegaram mesmo perto de mim! Estavam à distância do meu braço e eram gigantes! Têm umas riscas nas costas e são super curiosas. Ficam imenso tempo a olhar para nós, como se estivessem a “medir-nos” e a ver como somos. “Que peixe engraçado ali vai!”, devem pensar elas!

Acabamos o mergulho com o japonês sem ar, a usar o ar do Tatsu e saímos do mar, saltando para o barco e a dizer adeus ao mar, aos peixes e aos golfinhos.

Quando foi hora de pegar na scooter, ela não funcionava! Tentámos imenso tempo, mas a Top Dive teve de ligar para a pensão para eles nos virem buscar. Ela disse que no dia seguinte ia buscar a mota. Viemos até ao quarto tomar um banho para voltarmos para a casa do Julien para o nosso jantar de despedida. Fomos buscar atum e cervejas e eles fizeram batatas salteadas com cebola, arroz e arranjaram fruta e pera abacate. Estava uma delícia. No final, já depois de algumas cervejas, chegou a hora da parvalheira e começamos a “discutir” sobre coisas complicadas acerca do mundo. Por exemplo, se alguém partisse de avião e fosse no sentido giratório da terra e aterrasse num país diferente à mesma hora da hora de partida, não envelhecia! Ou se estivéssemos num barco do lado direito da linha de mudança de dia (algures entre a Polinésia e Samoa, no meio do pacífico) e outro barco do lado esquerdo da linha, se apertássemos as mãos, como num cumprimento, estaríamos a viajar no tempo, pois estávamos a ver alguém que está um dia à frente de nós! Enfim… coisas engraçadas para se pensar e discutir quando já se bebeu demais!

Depois falámos da nossa tradição de saltar e nem foi preciso convencê-los a saltar connosco! O Julien foi logo buscar a máquina e começámos a nossa odisseia de saltos consecutivos, à procura da foto perfeita. A questão é que éramos 6 (eu, Diogo, Julien, Anne, Manu e Tatsu) e todos tínhamos de saltar ao mesmo tempo, depois de umas cervejolas bem bebidas… estão a imaginar o resultado?! Acho que tiramos pelo menos umas 20 fotos e não acertámos uma! Eles vão enviar as fotos e eu fiquei de fazer uma fotomontagem! Era impossível! É incrível como as amizades crescem quando conhecemos alguém que está fechado numa ilha (e sozinho) há tanto tempo. Só consigo comparar a cena com o fenómeno do Big Brother!

Viemos embora depois de um adeus com direito a abraços apertados e agora vamos dormir para amanhã fazermos as malas, pegarmos em algum coral morto aqui da praia e partirmos rumo a Papeete às 11h para depois irmos para LA às 22h.

Pape’te – Tahiti Nui (grande) & Tahiti Iti (pequeno)

Saímos de Rangiroa com um misto de saudade e alívio pelos mosquitos para nos dirigirmos para o Tahiti. O voo fez uma escala em Mataiva, uma ilha totalmente paradisíaca, num atoll perto de Rangiroa e de Tikehau. A lagoa interior do atoll tinha “50 tons de azul” e muita vegetação. Não vimos casas nem hotéis, era deserta, mas pareceu-nos fabulosa! A pesquisar mais sobre esta ilha!

Chegados a Papeete, às 14h, fomos imediatamente a correr para alugar um carro para termos tempo de dar a volta à ilha, sendo o nosso objetivo ir a Teahuppo, um dos spots de surf mais famosos do mundo, onde decorre o campeonato de surf. O sol aqui põe-se às 17h30 e do aeroporto até Teahuppo (localizado na Tahiti Iti, uma parte mais pequena da ilha do Tahiti) eram 2h de carro e depois ainda precisávamos de voltar para o aeroporto. O nosso voo é às 23h.

Fizemo-nos à estrada pelo lado oeste e sul da ilha, cheios de fome, à procura de um sítio onde comer qualquer coisa. Não encontrávamos nada de jeito e estava tudo estranhamente fechado, com grades até ao pescoço. Acabamos por parar num supermercado e compramos um sumo e algumas coisas leves para trincar. 1 km depois começaram a aparecer os restaurantes… Azar! Continuamos caminho, hipnotizados pela beleza natural da ilha, que contrasta com a pobreza e más condições em que as pessoas vivem. 

Quando chegamos a Teahuppo, ficamos maravilhados com a beleza da praia. Areia preta, com um pequeno riacho que desagua no mar e por trás, montes pontiagudos tropicais cheios de vegetação, que enquadram o rebentar violento destas famosas ondas. Escusado será dizer que tiramos fotos a saltar e trouxemos areia e pedras para a nossa coleção. (Mike, também nos lembramos de ti!)

Seguimos caminho e notamos que a parte sul e oeste da ilha, sobretudo próximo da capital, tem um aspeto de gueto sul americano enquanto que a parte este e norte é rico em paisagens de cortar a respiração, com cascatas, montanhas e praias de areia negra.

Quando o sol se estava a pôr, encontramos roulottes, tipo feira, com grelhadores cheios de peixes e carnes para venda. Decidimos jantar por aqui e foi uma excelente opção, porque comemos espetadas de peixe e de coração de vitela, acompanhados com arroz, batatas fritas e manteiga com ervas. Uma delicia!

Saímos daqui já de noite e notámos que os nossos planos de irmos fazer tempo para um shopping seriam impossíveis de realizar, porque fecha tudo com o pôr do sol. Sendo assim, fomos diretos para o aeroporto.

O terminal internacional do aeroporto é muito diferente do terminal domestico, onde não há nada para ver ou fazer. Aqui já tem uma parte aberta para o exterior, com bancos confortáveis onde nos podíamos deitar e descansar/relaxar. Pela primeira vez, encontramos uma free-shop com produtos mais baratos do que no exterior.

Quando chegou a hora, despedimo-nos da Polinésia Francesa e abrimos caminho para LA.

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