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Pushkar

Novembro 2016

Pé no acelerador até Pushkar, depois de uma visita ao banco para trocarmos as notas de 1.000 e de 500 por notas mais baixas. Batemos com o nariz na porta porque para além do governo ter inventado isto (para acabar com a fuga ao fisco e para acabar com o mercado negro), decidiu também fechar todos os bancos por um dia, porque sabiam de antemão que iam precisar de muitas notas de 100 rupias para trocar no dia seguinte e tinham de se organizar! Como diz o Mr. Boss: “No sense!”

Depois de uma viagem de 3h30 até à cidade do festival de camelos, (em vez das 2h30 que nos tinham “prometido”) deparamo-nos com um cenário apocalíptico de pobreza, sujidade e camelos, no meio de um deserto seco e debaixo de 35 graus à sombra! Camelos a perder de vista preenchem as nossas fotos e os nossos sorrisos.

Tendas de múltiplas cores, acampamentos com pessoas a dormir lá dentro, rodas gigantes, balões de ar quente, camelos, cavalos (onde havia também a apresentação dos cavalos vencedores de prémios, lindos com pelo sedoso e bem escovados), tendas de vendas de todo o tipo de artigos e tours ao deserto, viagens de camelos, de cavalos, venda de snacks e comida… Parece um festival dos anos 60, tipo flower power, com rastas, charros, chinelo no dedo e panos à tapar o corpo. E camelos! Camelos, camelos, camelos por todo o lado!!

Quando saímos do carro, começamos logo a marralhar preços para andarmos em cima de um camelo. Mas começamos a reparar na figura ridícula que os estrangeiros fazem em cima dos camelos, debaixo do sol direto… parece que não bate a bota com a perdigota. Já para não falar no sol e no calor que íamos apanhar durante 2h00 a andar pelo festival. NOT FOR US! Optámos por não andar de camelo.

Foi a melhor opção de sempre! Andámos pelo festival, tirámos fotos brutais, podemos tocar nos camelos, nos cavalos, fomos entrevistados pela CNN India por causa desta história das notas de 1.000 e 500 rupias e almoçamos muito bem. Eu quase fui mordida por um camelo e o Diogo quase abalroado por outro, no meio de tanta confusão e barulho, com camelos a “arrotar” (o som que fazem parece mesmo um arroto!), buzinas e música a tocar, pedintes por todo o lado a chamar-nos, indianos a chamar por toda a gente para vender coisas e cavalos a relinchar. O CAOS!!!

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