Easter Island

Novembro 2017

Hoje foi o dia de dizer adeus a Punta Arenas e a mais uma etapa da nossa viagem – a aventura na Patagonia! Íamos para a Ilha de Páscoa, um dos nossos mais desejados e ansiados destinos. Já andávamos a namorar este pequeno paraíso há algum tempo, a terra dos homens de pedra, os cabeçudos!

Patagonia ficou no passado para irmos fazer uma escala a Santiago e ficarmos a dormir no mesmo hotel. Já tínhamos combinado com um amigo nosso e a mulher, que lá estão a morar, para irmos os 6 jantar fora a um sushi que vimos na revista do avião e que tinha um excelente aspeto. Tenho a dizer que foi a melhor refeição das férias e que o vinho estava ao mesmo nível. O espaço era absolutamente maravilhoso (um dos restaurantes mais bonitos, charmosos e com a melhor luz que já estive) e tirei imensas fotos! Bebemos e comemos como já não me lembrava comer e beber e fomos para a caminha todos alegres!

No dia seguinte, deixámos para trás o hotel para chegarmos ao aeroporto e ao fazer o check-in, como de costume, pedimos para irmos os 4 juntos ou pelo menos dois a dois. A senhora disse que só tinha 3+1 e nós dissemos que não tinha mal.

Ela levanta-se, fala com uma colega e diz-nos que conseguia pôr-nos 2+2. Nós agradecemos e quando ela nos entrega os bilhetes vemos lá escrito “PREMIUM BUSINESS CLASS”! WHAAAAT??? Ela tinha nos feito o upgrade (gratuitamente!) para 1a classe! Nem podíamos acreditar! Agradecemos imenso ainda incrédulos! Quando entramos no avião e vimos o luxo da classe onde íamos um sorriso preencheu não só o nosso rosto mas também a nossa alma.

Quando olhei para a cadeira onde o Diogo ia, dizia que não nos podíamos sentar ali… foi como tirar um chupa a um bebé… combinei com o Diogo que nos dividíamos para podermos os dois ter a experiência de ir na 1a classe. Entretanto vem ter connosco um dos hospedeiros de bordo e diz que nos trocava com uma senhora que estava sozinha para podemos ir juntos na mesma classe.

Oh pá… outro sorriso de orelha a orelha! Como diz o Mário, temos sangue bom! Good actions brings good karma. Lá mudámos de lugar para nos refastelarmos numa cadeira super confortável que ficava toda na horizontal. O espaço das 3 cadeiras na classe económica, davam 2 cadeiras na primeira classe! Tínhamos espaço para tudo…

Vieram dar-nos logo um copo de água e de sumo de laranja, passado um bocado deram-nos revistas para lermos e depois trouxeram o menu do pequeno almoço. Que luxo!! Eu sentia-me uma criança num parque de diversões! A explorar tudo, a mexer em tudo, a comer e a beber de tudo e a experimentar tudo!

Quando descobri que a cadeira tinha a função de massagens… bem… fui o caminho todo com aquilo ligado! Parecíamos o parolo que veio à cidade! Adicionei 4 filmes aos favoritos e fiz de tudo para não adormecer. Mas a seguir ao maravilhoso pequeno almoço  (seleção de queijos e presuntos, com compota, manteiga, croissant, pão, chá de menta, salada de frutas e sumo de laranja) quando o hospedeiro me passa uma almofada e um édredon de penas… não aguentei e cedi ao conforto. Pensei “vou só fechar os olhinhos 2 segundinhos e já abro!”

Está certo… adormeci e dormi tão bem como ainda não tinha dormido nestas férias! Estava no céu, literalmente! Senti um conforto e aconchego que nem o filme de terror da Anabelle 2 me salvou de adormecer… acordei 30 minutos depois de alma lavada e corpo recuperado. Reparei também que as janelas, para além de serem maiores, tinham um sistema de escurecimento do vidro. Carregava-se num botão e ela escurecia quase até ficar preta e noutro botão para ficar totalmente transparente, passando por vários tons de azul no processo. TOP! “Vai ser difícil passar para a classe económica de novo…”, disse eu. 

Todo aquele luxo e tratamento especial deixou-nos desejosos de voltar a experimentar e eu senti-me super excitada, empolgada e deslumbrada! Como uma criança numa loja de doces que quer mexer e experimentar tudo, com um sorriso estampado no rosto, olhos grandes e brilhantes, a bater palmas a tudo.

Quando aterrámos, 4h40 depois, saímos desanimados por ter sido um voo tão curto… soube a tão pouco que a nossa vontade era não sair do avião e andar para trás e para a frente sempre deitadinhos na nossa cadeirinha maravilha, cheia de botões!

Por outro lado, a ilha tropical chamava por nós e ouvia-se música polinésica ao fundo. As flores, o azul do céu e do mar, a música, a humidade e o calorzinho bom deste sítio deu-nos força para levantarmos o rabo da cadeira, pegar nas malas e sair da primeira classe, felizes e contentes!

A chegada à Ilha da Páscoa foi uma sensação única. Por vários motivos. Primeiro, porque nos foi oferecido o upgrade da classe económica para 1ª classe (foi a primeira vez que sentamos o rabinho naqueles bancos maravilhosos enquanto bebemos champanhe, cobertos com um édredon de penas e uma almofada viscoelástica).

Segundo, porque a vista pela janela é inesquecível, equivalendo-se a chegar a uma ilha recôndita, vulcânica, rodeada de praias de areia preta, com águas azul turquesa, salpicada com os “moais” aqui e ali.

Cá fora estava a Odete, a dona da nossa cabana, com um quadro de ardósia com o meu nome e colares de flores para nós. Fomos para a nossa casa alugada em frente à praia, pousamos as malas e fomos ao supermercado, abastecer o nosso frigorífico com comida e bebida. No caminho, passamos pela praia principal de Hanga Roa, cheia de surfistas dentro de água e lojas pequenas que exploram o negócio, juntamente com dive shops, bares e restaurantes. 

O “hotel” estava muito perto do centro, do melhor spot para surf, para mergulhar e mesmo em frente aos Moais! A nossa casinha tinha 2 andares, em baixo a sala e a cozinha com um wc de serviço e no piso de cima 2 quartos e outro wc, com uma varanda bem porreira virada para o mar e para os Moais. Não podíamos estar melhor!

Fomos comer umas empanadas de atum e queijo e um cheviche deliciosos. Depois fomos procurar escolas de surf e de mergulho e o Diogo e o Mário alugaram logo uma prancha cada um e foram logo surfar! Eu e a Sandra ficámos a beber um mojito de maracujá que estava um sonho! Ao jantar fomos a um restaurante mesmo em frente ao mar com uma fogueira. Fomos dormir bem relaxados!

Os dias na ilha foram passados como em qualquer ilha paradisíaca… praia, surf, cocktails, alugar carro para dar a volta à ilha, cozinhar em casa, dormir cedo para no dia seguinte repetir tudo de novo!

A seguir a um pequeno almoço reforçado, os rapazes iam para a praia fazer surf e as meninas apanharam sol, beberam cocktails enquanto faziam sessões fotográficas aos nossos surfistas. Como tínhamos carro, num dos dias fomos explorar a ilha, indo a cada canto e recanto, cada praia, cada duna, cada montanha, cada “moai”, parando para tirar fotos e fazer palhaçadas.

Vamos recordar a Ilha de Pascoa como um sítio maravilhoso (longe para chuchu!), com uma boa vive de surf, como um sítio onde demos imensas gargalhadas, onde fizemos excelentes serões com boa comida e onde as praias eram incríveis!


Ilha da Páscoa – Onde dormir e o que fazer

Hotel Ilha da Páscoa

Airbnb – Cabañas Anavui 140€/noite numa casa com 2 quartos e um sofá cama, com espaço exterior grande e grelhador no exterior (excelente localização).

Ilha da Páscoa – Formas de deslocação

Nós alugamos um carro, como habitual – 70€/dia (éramos 2 casais)

Ilha da Páscoa – Onde comer

Há alguns locais para comer. Aconselhamos:

  • La Kaleta (tem bons cocktails e é optimo para ver o pôr do sol
  • Oreko
  • Pea RestoBar

Ilha da Páscoa – Mergulho

Quem quiser fazer mergulho a ilha de Páscoa, basta se preparar mentalmente para a temperatura da água! Junto à praia no centro da vila, encontram 2 escolas de mergulho que faz visitas ao grande moai submarino. Não temos grande informação para vos dar sobre mergulho neste destino, porque só fizemos um devido à baixa temperatura da água (nem de fato!). No entanto, existem vários spots de mergulho à volta da ilha.

Dicas e pontos de interesse na Ilha da Páscoa

Alugando um carro (ou mota), é mais fácil para explorar esta ilha incrível!

  • Vulcão (extinto) Ranu Kao
  • Orongo Village
  • Se derem a volta à ilha, do lado sudoeste vão encontrar uma colina com uma série de moais que podem visitar – Rano Raraku
  • Mais à frente encontram Ahu Tongariki, o mais conhecidos moais (que estão fila, de costas para o mar)
  • Hieroglifos Papa Vaka
  • Praia Anakena e os seus lindos moais Ahu Nau Nau
  • Trekking do lado este da ilha e passar por Ana Kakenga e ir até Ana Te Pahu, uma gruta no meio das rochas (andar 5 minutos para cada lado e descobrir uma gruta enorme). Continuar até depois das bananeiras para ter uma surpresa!
  • Em Hanga Roa, existem algumas lojas, mercados, alguns sítios para almoçar e jantar (até bastante agradáveis), apesar de nós termos comprado peixe, carne, legumes e fruta e normalmente comíamos em casa.
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on whatsapp
WhatsApp

Discover more Travel Diaries

Novembro 2017

Santiago do Chile

Novembro 2017

Punta Arenas

Novembro 2017

Perito Moreno + Torres del Paine

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *