Bora Bora

Diário de Viagem

Mais notícias!

O voo mais caro que fizemos até hoje (LA – Pappetee), apesar de ser de apenas 8 horas, não correspondeu às expectativas, mas andou lá perto. Tínhamos um tablet de grande definição para cada um (ponto positive) com cerca de 6 filmes para escolher (ponto negative), deram-nos de comer uma salada tropical ao jantar excelente e ao pequeno almoço podíamos optar por 1 croissant e ou ovos mexidos com bacon e cogumelos ou crepes com morangos (ponto positivo) mas não havia seleção de pratos como há em voos mais acessíveis de outras companhias que até prato vegetarian costumam oferecer (ponto negativo). A cadeira não era muito confortável (ponto negativo) mas o ambiente era regularmente perfumado com cheiro a flores (ponto positivo). Conseguimos dormir quase o voo todo (ponto positivo) mas acordamos inchados. Quando chegamos sentimos logo o bafo pesado do ar quente e húmido que tanto gostamos e dessa forma finalmente de férias!

O aeroporto de Papeete, como seria de esperar, é tão tradicional e tropical quanto o nome: uma mulher a dançar o Hulla com dois tahitianos a tucar Ukelele. Na sala de espera não há lojas! Há apenas cadeiras para nos sentarmos e um pequeno café que vende sumos naturais a 15€! Não há internet?! Típico! Ainda não arranjamos um sitio onde possamos escrever no blog, mas ao chegar a Bora Bora vamos tentar colocar todos os posts e as devidas fotos como vocês merecem.

Welcome to paradise!!

Chegados a Bora Bora, fomos logo deparados com o cenário típico de paraíso na terra. A ilha no centro tem um pico com 700 metros que caracteriza esta ilha e a distingue das outras. O Diogo disse imediatamente que o queria escalar! Junto ao mar vemos aguas azul turquesa com areia branca, decoradas com hotéis de luxos com bungalows sobre a agua.

Aterramos num “Motu” (pequeno ilhéu que circunda a ilha principal) e à nossa espera tinhamos barcos que fazem a ligação entre o Motu exclusivamente ocupado pelo aeroporto e a ilha principal. Durante o transfer fomos contemplando a margem oeste e norte da ilha, atravessando a lagoa de águas turquesa, sempre em torno do grande pico central da ilha.

Chegados à ilha central fomos de carro ate ao hotel. Isto é tudo muito perto ao contrario do que pensávamos. O Matira Hotel, apesar de não ter quartos sobre a água, é espetacular mas não tem internet gratuita como pensávamos. O quarto é um bungalow lindo em madeira e enorme, como uma qualidade de um hotel 5 estrelas e somos tratados como reis.

Ainda não conseguimos por nenhum post no blog e os textos deste lado estão a acumular.

Fizemos o check in e fomos rapidamente vestir os fatos de banho para irmos mergulhar no mar maravilhoso que temos a 20 passos do quarto. Fizemos snorkeling e depois fomos ao supermercado buscar coisas para termos no quarto se tivéssemos fome durante o dia e ainda bem que o fizemos. Quando chegamos ao quarto às 15h, decidimos dormir 1 horita. O problema é que quando acordamos eram 23h45!!! Já não havia restaurantes abertos a esta hora e por isso decidimos continuar a dormir e só acordamos às 5 da manha! Ou seja dormimos 15h seguidas mas finalmente pusemos o sono em dia e ficamos frescos!

Levantamo-nos e fomos ver o nascer do sol para a praia. O mar estava tao pacifico e sereno que mais parecia uma piscina infinita. Ao longe (+/- 1km) vemos as ondas a rebentar com excelentes spots de surf para loucos! As ondas rebentam com uma força titânica parecendo bombas a explodir dentro de água.

Voltamos para o quarto e entretanto às 7:30 chegou o nosso pequeno almoço (sim é servido em cada quarto!): pães, 2 tipos de croissants, manteiga, compotas, leite, café, sumos naturais e flores a decorar. Lindo de se ver. Uma travessa recheada de comida deliciosa para começar bem o dia.

Às 8h vieram-nos buscar para o nosso primeiro dia de mergulho. Mal entramos na água vimos um majestoso Lemon Shark, o maior tubarão que a Filipa viu. Tinha uma grande barriga gordinha. Vinhos também alguns típicos tubarões de pontas negras, 1 barracuda gigante, peixes palhaço (“nemos”), Picassos, 1 moreia, 1 grupo de Spoted eagle rays que nadavam e pairavam como anjos e muito outros peixes que aqui são de cores muito fortes e variadas. Apesar disso, o mergulho aqui aparenta não ser nada de muito emocionante.

Voltamos a terra e fomos almoçar em frente ao mar (aqui não há outra alternativa!!) e comemos algum sushi, caril de camarão e atum cru. Delicia!

Depois optamos por ficar pela praia, dentro de água, alternando entre o snorkeling, a praia e por vezes apanhar com uma chuva quente dentro de água. Boa vida!

Quando a pele dos dedos dos pés e das mãos já não podia estar mais encorrilhada, saímos e fomos dar um passeio para escolher um restaurante para jantar. Jantamos sashimi de atum e italiano e fomos para o quarto.

Chove a potes la fora, o Diogo já ressona e eu estou a pensar no que fazer amanha… talvez acordar sem despertador, alugar uma mota e ir conhecer o resto da ilha. Mais tarde comprar internet para podermos dar noticias.

Coconut Crab

Hoje foi dia de conhecer a ilha de mota! Começamos pela parte este da ilha, passando pela parte norte e depois descemos pela parte oeste até chegarmos de novo ao sul, onde fica o Matira Point. Esta é, sem duvida, a melhor zona da ilha! É onde tem a melhor praia, a mais bonita e melhor tempo!

Novidades: encontramos uns fulanos que vendiam coconut crab à beira da estrada! Escusado será dizer, que nenhum de nós hesitou por um Segundo sequer!!! Trouxemos logo um debaixo do assento da scooter e quando chegamos ao hotel, pedimos à senhora para nos cozinhar aquilo! Ainda voltamos à vila para comprar mangas para acompanhar!

Bem, quando chegamos, tínhamos o “aranhiço” (sim, porque caranguejos não passam de aranhas do mar) preparado à nossa espera! Foi num ápice que preparei as mangas e começamos a comer! Não vos passa pela cabeça o sabor que aquilo tinha! Era doce com sabor a leite de coco! M A R A V I L H A !!!!! Nós só dizíamos que era a melhor refeição que alguma vez tínhamos comido e que ia ser difícil de bater! Ainda por cima, estávamos no conforto do nosso hotel, relaxados, 3 mangas docinhas a acompanhar, com vista para um mar tranquilo, sereno, azul claro, com as ondas a rebentar que nem bombas no horizonte, na companhia mais que perfeita… O que podíamos pedir mais?! Que vocês estivessem cá! Isso ia ser perfeito! Podermos partilhar convosco coisas que não conseguimos transcrever para o blog, como cheiros, sabores, aventuras do momento… Fazem cá falta!

E vocês perguntam: como é que abrimos o caranguejo? Com um côco, uma faca e uma pedra! LOL! Totalmente “Cast away”!!!

Mas comemos tudo! Não sobrou para amostra! Depois fomos para a praia, relaxar, nadar e o Diogo lembrou-se de ir fazer snorkeling para uma zona onde ele achava que ia encontrar ostras com pérolas negras! Era para pagar a viagem! Obvio que não encontrou nada, não é?!

Depois fomos jantar uma pizza (bem saborosa que estava) e agora vamos dormir.

Amanhã é dia de 2 mergulhos e de mais aventuras!

Portugal vs Brasil

Hoje foi dia de mais 2 mergulhos, mas não estamos a adorar o mergulho… não é nada de extraordinário e não há grande variedade de peixes nem coral bonito para ver.

Ainda por cima, as condições para mergulhar noutros spots não são as melhores, o que levou a termos de repetir o mesmo mergulho, onde vimos as Spoted Eagle Ray. Ou seja, amanhã não vamos mergulhar e vamos guardar esses mergulhos para a outra ilha, Rangiroa, onde supostamente é o melhor spot para mergulhar aqui na P.F.

Conhecemos um casal de brasileiros, de Florianópolis, que já nos convidaram para ir até lá de férias. Claro que nós dissemos o mesmo, que eles podiam vir até Portugal de férias e ficavam em nossa casa. Como já costumamos fazer. Eles são super simpáticos e hoje o dia foi passado praticamente sempre com eles.

Quando nos deixaram no hotel, depois do mergulho, fomos até ao hotel deles (mesmo ao lado do nosso – Intercontinental) e ao quarto deles. Eles estão num quarto sobre a água e a vista deles é maravilhosa! Veem a montanha que contrasta com o azul turquesa das águas característico de cá. Uma maravilha, por uma quantia de 500$/noite! É aqui que eu digo que o nosso hotel é perfeito! Pode não ser um quarto em cima da água, mas o mar fica a 20 ou 30 metros e a praia é fabulosa! Temos pequeno almoço servido no quarto… Caramba! Não é preciso mais…

O Diogo tem andado com uma dorzita no sizo e eles, dentistas de profissão, tiveram a amabilidade de olhar e ver o que era. Limparam o dente num instante e o Diogo ficou logo bom!

Fomos almoçar juntos e depois de vários banhos tomados na “piscina infinita” a que chamamos de mar, combinamos que íamos jantar juntos. Fomos até ao quarto e acabamos por adormecer e dormir o resto da tarde toda! Quando acordamos, já era hora de arranjar para ir jantar! Fomos comer uma carne grelhada que estava D I V I N A L !!! Pagamos cerca de 22€/pp.

Ainda estivemos a trocar experiências e dicas de viagens de locais onde já tínhamos estado e viemos dormir. Hoje é o dia que nos deitamos mais tarde: 22h!! 

Combinamos amanhã irmos fazer paddle board até um sítio que se chama Aquarium, onde se pode fazer snorkeling para ver vários tipos de peixes multicoloridos! Parece-me bem!

Faces of Bora Bora

Bora Bora é bem diferente da ilha de plástico e artificial que imaginávamos. Não pensei que aqui sentíssemos o sabor da polinésia e dos seus habitantes e felizmente estava errado. É uma ilha com 9600 habitantes e rodeada por casas dos locais, sendo 95% delas bastante pobres e construídas com chapas de zinco, material extremamente barulhento quando chove, o que aqui acontece constantemente. Maio e Junho são os meses de eleição para visitar a Polinésia Francesa pois são os meses secos do ano e mesmo assim, o normal é que chova pelo menos uma vez durante a noite ou eventualmente durante o dia. Imagino os meses de Verão aqui em que chove torrencialmente!

A população é bem simpática, ao contrário do que tínhamos lido sobre este local e o turismo, a pesca e o pequeno comércio são as únicas fontes de rendimento. Estamos hospedados na única praia pública de Bora Bora (praia de Matira) e é interessante ver os locais reunirem-se nesta praia para fazer picnics em que juntam amigos e família, trazer os miúdos à praia, ouvir música, namorar, fazer remo embalados pelas pequenas ondas que banham esta piscina infinita de água salgada ou simplesmente olhar o mar antes ou depois do dia de trabalho.

A ilha é bem mais pobre do que as vizinhas Raiatea, Maupiti ou Ta’a, segundo quem as visitou, mas era assim que eu imaginava as ilhas mais isoladas do turismo, sendo portanto mais genuína, mais verdadeira e nada artificial. A ilha principal não tem nada de luxuoso, com a exceção dos hotéis de luxo que aqui e ali se veem fugazmente a partir da única estrada que rodeia a ilha. O luxo absoluto de hotéis 5 estrelas encontra-se nos Motus (ilhéus que rodeiam a ilha principal) onde os hotéis mais acessíveis custam 1000€ por noite e têm o selo do Four Seasons, Hilton ou Le Meridien. O melhor hotel da ilha é o St. Regis no qual a noite no bungalow mais barato custa cerca de 4000€/noite com pequeno almoço incluído! Um exagero e do meu ponto de vista muito afastado desta realidade tão saborosa que é estar na ilha principal perto dos locais para se viver a verdadeira Bora Bora.

Na ilha principal há 3 hotéis que permitem ter uma experiência de bungalow sobre a água e que aliam o luxo a esta realidade que falamos: o Intercontinental por cerca de 500€/noite (onde esta hospedado o simpático casal brasileiro que conhecemos cá), o Maitai por cerca de 250€/noite e o Sofitel por cerca de 300€/noite. Como já experimentamos esses bungalows nas Maldivas em 2009, estamos extremamente contentes com o nosso Hotel Matira que possui uns bungalows lindos em frente à melhor praia e que tem a melhor relação preço/qualidade da ilha (150€/noite). É um hotel com um conceito diferente dos outros já que não tem áreas comuns nem restaurante e permite aos hóspedes estarem confortáveis mas ao seu ritmo e sem terem de interagir com os restantes hóspedes do hotel, permitindo uma sintonia direta com a ilha sem sabor a resort. A ilha possui ainda uma série de pensões (mais baratos) mas cuja qualidade é discutível. A grande vantagem é o facto de terem cozinha e de isso permitir comer com melhor qualidade por um custo mais acessível, já que há bons supermercados na ilha. É possível também comprar peixe e algum marisco aos locais, o que melhora substancialmente o nível das refeições. A média de custo de uma refeição num restaurante, fugindo às pizzas e hamburgers, está entre os 25 e os 35€/pessoa. Bora Bora não é nada barato, mas nada mau comparado com ilhas mais remotas do Pacífico, como o Palau onde estivemos há 6 meses atrás.

Relativamente às atividades da ilha, há toda uma panóplia de romantic tours para todos os gostos e carteiras, sendo possível alugar um barco luxuoso para o casal em que serve marisco e champagne com locais a tocar ukelele, ficar isolado num motu umas horas, andar de barco em volta da ilha a fazer snorkeling e alimentar tubarões e raias, andar de kayak, kite-surf, mota de água (220€/2h) e a rainha dos tours: tour de helicóptero pela ilha (15min/850€) e também a vista aérea de um atol aqui ao lado com forma de coração por apenas 1100€/30min (o casal). Uma pechincha!

Nós recomendamos alugar uma scooter ou fazer um tour de jeep 4×4 à volta da ilha com subida a 3 miradouros na montanha, através de caminhos privados e inacessíveis de outra forma. Nesse tour é possível ainda visitar canhões da 2ª Guerra Mundial que nunca foram sequer utilizados. Os Japoneses nunca tentaram invadir estas ilhas e os 5 mil militares americanos que estavam a proteger a ilha tiveram umas férias incríveis, até porque todos os homens da Polinésia foram combater os nazis para França, deixando à disposição todas as mulheres lindas e carentes na ilha. O paraíso na Terra!

Este tour custou-nos cerca de 60€/cada marcado no nosso hotel, dura 3h (uma pechincha aqui) e vale bem a pena. Reparamos que no hotel Intercontinental aqui ao lado pediam 75€/pessoa. Atenção com estas variações de preço!

Relativamente a restaurantes, há uma série deles nos resorts e alguma (não muita) escolha ao longo da ilha. O restaurante do Hotel Maitai é o que tem melhor relação preço/qualidade/variedade. Aqui ao lado do hotel há um restaurante com carne ótima bem como o resto dos pratos apresentados mas um nadita mais caro. Fomos ainda 2 vezes ao Restaurante Matira que tem sushi bom mas caro e o resto é caro, em pouca quantidade e a qualidade não é tão boa como nos outros restaurantes mas com uma boa música e apresentação. Hoje vamos ao famoso Bloody Mary, o primeiro restaurante da ilha, visitado por dezenas de artistas de cinema de Hollywood e não só, que se orgulham de nomear em dois painéis à porta do restaurante. Cheira-me a banhada pra turista, espero estar enganado pois é famoso pelo peixe e marisco.

Aqui junto à praia de Matira há uns snack-bars com hamburgers e sandes bem acessíveis e de boa qualidade (cerca de 10-15€/pessoa), mas só para almoçar. Se o quarto tiver frigorifico é sempre possível passar pelo supermercado e fazer as próprias sandes, o que não fica necessariamente mais barato…

Au Revoir Soshana!

Bloody Alberto “Jao” Jardim

Venho dedicar o meu tempo para falar da nossa experiencia no Bloody Mary’s, o primeiro restaurante de Bora Bora, construído em 1979. É  restaurante com um ar de filme de Hollywood num local exótico, com o chão de areia e uma mobília em madeira, essa que nos fez rogar pragas e querer vir embora porque não aguentávamos mais. Os bancos eram tão duros que, sem exagero, nos fez o traseiro tão dorido quanto um voo de 12h de avião, e só lá estivemos 1h30. Não entendo como é que um sítio tão famoso e com tanto traseiro de luxo tem uns bancos daqueles. Imagino como ficaram os rabos da Jannet Jackson ou da Drew Barrimore depois de umas 2-3h lá sentados! Todas as pessoas à nossa volta se mexiam constantemente enquanto sentadas e arranjavam motivos pra se levantar. Mais valia uma cama de pregos de um faquir…

Fora isso é um local bem agradável, cujos cocktails são famosos e o peixe é de incrível qualidade, bem como a carne. 

Depois de usarmos e abusarmos da internet gratuita do restaurante (até levamos o portátil pro restaurante!) decidimos ir embora e, durante o tempo que aguardávamos pela carrinha pra nos levar de volta ao hotel, exploramos o quadro de honra bem estampado e iluminado à porta do restaurante. Vimos nomes como Pierce Brosnan, Leonardo Di Caprio, Ringo Star, Slash, Cameron Diaz, Meg Ryan, Megan Fox, um tal de “Carlos” sem qualquer apelido (cá pra mim foi um tuga que pregou uma peta e disse que era um ator famoso em Portugal!) e qual não é o nosso espanto quando vemos o nome de Alberto “Jao” Jardim, ao lado de nomes como Pamela Anderson e Gerard Depardieu! O quê?!!! O bailinho da republica das bananas é famoso?? E ainda por cima em Bora Bora?! Meu Deus! Com certeza que veio em visita de Estado pra estabelecer políticas de parceria com as praias azul turquesa! Foi muito divertido ver o tal Carlos e o Alberto “Jao” Jardim, esses nomes gritantes da cena artística nacional e que são responsáveis pelo menu e as boas vindas em português neste afamado restaurante 😉

Amanhã partimos para o paraíso do mergulho: Rangiroa!! Antes ainda fazemos uma pequena paragem na ilha de Raiatea e em Papeete no voo VT463 da Air Tahiti, um avião de hélices tão exótico quanto o lugar.

Maururu Bora Bora (Obrigada Bora Bora)

Hoje deixamos Bora Bora para ir para Rangiroa. De manhã acordamos para fazer a mala, ir até à praia, comer os iogurtes e bolachas que ainda sobravam no frigorífico e para nos despedirmos da “Carmen Electra”, a cadelinha que nos tem feito imensa companhia, como já devem ter reparado nas fotos! A cadelinha chama-se Phuket e é da família que gere o hotel, mas como ela tem um rabo que parece que apanhou um choque, nós chamamos de Carmen.

Chega a hora de falar sobre o Hotel Matira. A família que gere é chinesa, mas a Miranda (a senhora que está na receção) nasceu e cresceu cá. São muito simpáticos e hoje, à partida o pai dela (um senhor chinês que está encarregue de limpar os jardins e a praia) fez-nos um colar de flores com 250 flores cada um, para nós usarmos e tirarmos as últimas fotos em Bora Bora. Eu fico a desejar que fossem de plástico para poder levar para casa, mas por outro lado não cheiravam tão maravilhosamente bem. Deitam um cheirinho que se sente a milhas e sabe mesmo bem. Só é pena que daqui a umas horas estejam castanhas e murchas… Vamos leva-las connosco até elas durarem!

O hotel é muito bom, com cerca de 20 bungalows em cima do jardim, quase todos com vista para o mar. No nosso a vista é parcial, mas está a 20 ou 30 passos da areia. Temos um deck em madeira para estarmos a relaxar (cenário bem apreciado por estes lados) com vista para a piscina infinita. O jardim é cuidado todos os dias, assim como a praia. O pai da Miranda todos os dias apanha as flores e folhas caídas das árvores, palmeiras e arbustos e com um ancinho apanha o coral morto que dá à costa na praia e que fica espelhado pela areia. É tudo muito agradável e o quarto apenas tem um defeito: é aberto. Ou seja, quando a parede chega ao teto, existem umas traves que não deixam que a parede toque no teto. Isso faz com que os mosquitos e insetos entrem lá para dentro.

Na primeira noite fomos todos mordidinhos, porque lemos num blog que nesta altura não há mosquitos em Bora Bora, por isso não pusemos repelente. Existem, sim, mosquitos por estes lados! Numa das tardes que viemos descansar para o quarto e acabamos por adormecer, uma osga, literalmente, cagou em cima da minha perna, acordando-me! Primeiro que eu percebesse que tinha sido uma osga, foi um dia de juízo! Pensei que um pássaro pudesse ter entrado e saído pelas frinchas na parede… J Foi um episódio engraçado, até porque não temos nojo nem medo de repteis. Até é bom que as osgas andem dentro do quarto para apanharem os mosquitos que tanto nos morderam. Agora enchemo-nos de repelente (até nos lençóis já deitamos repelente, encharcando-os) porque as mordidelas são grandes e dão imensa comichão! Tenho 15 mordidelas nas pernas, braços e até no rabo! O Diogo foi mais atacado nos pés, tornozelos e cotovelos. Ele tem mais de 20 mordidelas, quase todas no mesmo sítio. As das plantas dos pés são as piores, porque a comichão está sempre a ser ativada ao andar! A água do mar ajuda, mas não cura, até porque não é fria suficiente! 

Acho que vamos ter saudades desta ilha tão paradisíaca, apesar de não haver nada para fazer!

Ficam os defeitos dela: o mergulho ser uma porcaria, haver poucas atividades acessíveis e os custos de tudo serem tão elevados!

Vamos agora para o aeroporto para irmos para Rangiroa!

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